FOICE E MARTELO BRANCO



::::Assuntos do Blog::::
Tudo aquilo que nos deixa indignadas. Estar com raiva não é sempre um sentimento negativo - também serve para despertar a consciência política nas pessoas, despertar um desejo de que as coisas mudem para melhor. Este blog, que começou como um espaço pacifista , prossegue com ideais de Justiça e Paz. Principalmente de paz de espírito - aquela só alcançada quando não temos mais motivos para estar com raiva. Esperamos alcançar não só os que querem nos ouvir, mas principalmente os que costumam tapar os ouvidos para nós.

socialismo online

QUEM SOMOS NÓS?

HISTÓRIA DO BLOG

GRAMPEADOS DO FOICE

MANIFESTO DO BLOG

NOSSO GUESTBOOK

NOSSO GUESTMAP

clica! clica!

Ajude o Brasil!!



nosso emeio é::: foiceemartelo@hotmail.com
LINKS:::
Histórico:
<
PAZ


Créditos
SMW Designs
feito por Esmê


Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004


PAUSA NO BLOG


Para atender às novas regras de utilização do blogger, o blog FMB ficará algum tempo sem atualizações, voltamos em breve (breve mesmo) com novidades!

por MARIA TEREZA NOVO DIAS [ Fala aí: ][]
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004


Polícia bandida




Um dado pra vocês:
52% dos paulistanos temem mais os bandidos que os policiais. Jovens pretos ou pardos entrevistados pela pesquisa Datafolha, ao contrário, temem mais os policiais que os bandidos.
------------------------------

Duas conclusões desses dados:
- A linha que divide o marginal do policial está cada vez mais tênue. E os PMs estão fazendo por merecer. Em 2003, 756 civis foram mortos por PMs em São Paulo. Eles perdem a noção de poder e autoridade, a polícia está afundada em corrupção, a Lei nunca foi algo muito confiável fora da teoria.

- Preconceito ainda dita as regras sociais. A maneira como os negros e pobres são abordados é muito diferente do restante. Todos os suspeitos são homens, negros e pobres. E considerar um suspeito culpado é a coisa mais fácil do mundo. Para PMs inconseqüentes, nem se fala.
------------------------------

Da pesquisa:
A cor da pele justifica um tratamento diferente.
Na média da cidade, 46% de seus moradores com mais de 16 anos declaram já ter sido parados alguma vez para serem revistados por policiais.
Quando se detalha essa informação pela cor auto-atribuída do entrevistado, verifica-se que 86% dos homens que se consideram pretos já enfrentaram uma revista policial na rua. Entre os brancos, 71% tiveram essa experiência. Entre os pardos, 82%.
Se o paulistano for preto e jovem (16 a 25 anos), a incidência da abordagem policial é maior, atinge 91% do segmento. Essas mesmas pessoas, foram, em média, revistadas cerca de 10,6 vezes. Brancos do mesmo segmento etário sofreram revista policial, em média, 7,4 vezes.
(...) No segmento masculino da amostra, 32% declararam já ter sido alvo de agressão verbal de um policial. Outros 16% falaram que foram atingidos por investidas violentas de integrantes da PM.
Entre os homens negros, essas taxas passam, respectivamente, para 38% e 20%. Os jovens negros declararam que em média já foram agredidos fisicamente 4,4 vezes. Os jovens brancos têm uma média 50% menor - 2,2 vezes.


por CRISTINA CASTRO [ Fala aí: ][]
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004


Doutrina Bush


Perdendo popularidade a cada mês, Baby Bush resolveu conceder uma entrevista, que foi ao ar ontem, na TV NBC. Nela, soltou pérolas que, imagino, podem ajudar bastante nas eleições do candidato (democrata!):


"Tomo minhas decisões no Salão Oval com a guerra em mente. Queria que não fosse assim, mas é a verdade. E o povo norte-americano precisa saber que tem um presidente que vê o mundo como ele é. Vê os perigos que existem e como é importante lidar com eles".
Certo! Baby Bush vê os perigos e sabe que a melhor maneira de lidar com eles é explodindo algum país que não tenha muitas condições de reagir à altura.

"Nós temos essa missão histórica, e esse é um momento histórico. Vamos mudar a face do Oriente Médio".
O que vamos fazer amanhã à noite, Cérebro? Ah, claro, os EUA têm uma missão... A Guerra é santa, os motivos são nobres. E Bush vai pro paraíso...

"Repito o que acredito totalmente: não agir no Iraque teria capacitado [o ex-ditador iraquiano] Saddam Hussein a ter armas atômicas. Ao longo do tempo, ficaríamos em uma posição de ser chantageados".
Agora, além de super-herói, Baby Bush tem a incrível capacidade de prever o futuro. Se não tivessem explodido o Iraque, Saddam-Malvado teria explodido o mundo! Nem Colin Powell tem a cara-de-pau de dizer que os EUA agiram certo em relação ao Iraque, depois da farsa comprovada das armas de destruição em massa. Mas Baby Bush raspa a barba e sai serragem...

"Sou um presidente da guerra".
Eu nunca teria adivinhado sozinha...!

Fonte: Folha de S.Paulo de hoje.

por CRISTINA CASTRO [ Fala aí: ][]
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004


Celso Daniel foi só o primeiro?


No dia 2/2 o leitor Felipe M. Guerra divulgou informações, publicadas na véspera, no jornal gaúcho Zero Hora, sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, que aconteceu no dia 18/01/2002. Segundo ele, no mínimo seis pessoas relacionadas à morte do prefeito foram liqüidadas. Pelo que sei, somente o Zero Hora (até agora, pelo menos) divulgou esses crimes. A mídia está sonolenta e eu vou dar uma forcinha. Justiça? Difícil... Mas divulgar pela internet é muito fácil, se há pessoas interessadas. Sejamos "jornalistas", então!




Clique aqui para ler matéria do Zero Hora.
Clique aqui para ver esquema das pessoas assassinadas depois de Celso Daniel (importante!).
Clique aqui se não tiver conseguido ver o esquema.
Clique aqui para ver o caderno especial do Estadão sobre o assunto.


P.S. Se o blog sair de ar é porque eu também fui liqüidada... (*estou sendo irônica*)

por CRISTINA CASTRO [ Fala aí: ][]
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004


Nova campanha!

Bush, salve o Azerbaijão



Clique aqui e participe!

----------------
E, sobre o fato de ele ter sido indicado ao Nobel da Paz, uma charge:


Sinovaldo, jornal NH (RS)

E pra mim essa pombinha já tinha se matado há muito tempo...!

por CRISTINA CASTRO [ Fala aí: ][]
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Terça-feira, Fevereiro 03, 2004


Ainda sobre a "Reforma" Ministerial


O artigo do Jânio de Freitas, publicado na Folha de hoje, está bastante esclarecedor. Clique aqui e leia na íntegra.

Uma pergunta continua em aberto, e sua resposta pode ser mais importante do que pareça à primeira vista, a propósito do que a velha submissão aos jargões vem chamando de reforma ministerial. Que sentido têm, afinal de contas, modificações ministeriais que, a rigor, não foram motivadas pela incorporação, quem diria, do PMDB ao governo Lula?

por CRISTINA CASTRO [ Fala aí: ][]
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004


Humilhação

Mais um depoimento, entre tantos que já lemos, nos jornais ou nos e-mails. Mas não custa nada ler com atenção e ficar com raiva.


"Meu nome é Márcia Barbosa, tenho 49 anos, casada, dois filhos, e sou cardiologista em Belo Horizonte, fiz doutorado na USP e serei a presidente da Sociedade Mineira de Cardiologia no biênio 2004-05.
Viajo muito para me atualizar, indo a congressos e dando conferências. De fato, nos últimos dez anos, fui mais de 20 vezes a congressos nos EUA (algumas vezes inclusive como convidada), entrando sempre no país com o visto Americano atual (um visto B2) que tenho desde 1997, sobre o qual jamais disseram que houvesse qualquer problema.
Pois bem, no dia 18 de outubro voei para os EUA para participar de um curso de três dias de ressonância magnética do coração do American College of Cardiology, pelo qual havia já pago US 695.00.
Qual não foi minha surpresa, quando, ao chegar a Dallas e dizer, como sempre faço, que ia para um congresso médico, fui informada que meu visto não me dava permissão para isto e que precisava de um visto de trabalho (B1). Fui então encaminhada para uma sala, da qual só podia sair para beber água ou ir ao banheiro acompanhada por um policial, que me trancava no banheiro e esperava do lado de fora.
Nesta sala, eu e mais três brasileiros (um médico que também ia para um congresso e dois executivos de empresas, que iam participar de reuniões ou cursos), fomos interrogados como verdadeiros criminosos, e, mesmo tendo apresentado todos os comprovantes (recibos dos cursos do American College, carteira do CRM, etc) o tratamento que recebíamos era o mesmo dispensado a pessoas que haviam sido detidas por vários crimes.
Após longas conversas entre eles, os "officers", que pareciam não conhecer bem as cláusulas das leis e liam e discutiam o que deveriam fazer com os quatro "marginais", fomos sumariamente informados que o supervisor D. Nelson havia decidido que seríamos deportados, sem direito a falar com um advogado ou qualquer outro tipo de apelação.
Só após insistirmos muito pudemos fazer uma ligação a cobrar para nossas famílias, que já deviam estar preocupadas com a falta de notícias. Porém, como as companhias telefônicas americanas se recusassem a fazer ligações a cobrar para o Brasil (!), algumas ligações não puderam ser feitas.
Como a American Airlines nos mandou às 14h um mísero pãozinho com presunto, exigimos que queríamos comprar o nosso próprio almoço e aí passamos pela constrangedora situação de ir a um restaurante do aeroporto ostensivamente acompanhados por policiais.
Finalmente, após um longo interrogatório feito, no meu caso, por R.M.Pamposa, uma das pessoas mais desagradáveis que já tive o desprazer de conhecer e que fez um relatório cheio de erros de inglês o qual fui "convidada" a assinar, concordando em ser deportada (quando perguntei se poderia contratar um advogado me disseram que não), veio a pior parte: tiraram nossa fotografia e as impressões digitais, como fazem com qualquer bandido. Isto foi um choque para todos nos, que ficamos com a moral realmente abalada.
Aí, eu e a outra brasileira fomos literalmente trancadas em um banheiro frio, em que havia um banco duro para sentar, sem podermos levar nossas bolsas, laptops ou mesmo um livro para ler, junto a uma senhora que estava sendo acusada de traficar pessoas para os EUA.
Os dois homens tiveram pior sorte: foram revistados, retirados os sapatos e cintos, e trancados num mesmo tipo de "waiting cell", também junto a outro homem detido.
Doze horas mais tarde voltaram para nos "escoltar" e, mais uma vez, passamos pela constrangedora situação de entrar no avião sob escolta policial.
Em momento algum tivemos acesso a nossos bilhetes (eu não sabia sequer se meu bilhete seria até Belo Horizonte), passaporte ou bagagem, que entregaram aos comissários para que nos fossem devolvidos apenas no Brasil.
Não precisa falar a nossa sensação, entrando no avião e passando por todas as pessoas que seriam nossos companheiros de vôo escoltados por policiais.
Será que há motivo para eles tratarem pessoas honradas, sérias, trabalhadoras, estabelecidas e respeitadas no Brasil como nos trataram?
Diante dessa arbitrariedade e prepotência americana, nunca me senti tão indignada, humilhada e impotente em toda a minha vida e acho que muito tempo irá passar até que eu consiga deglutir o acontecido. Não estou conseguindo me concentrar e acho pouco provável que consiga voltar a trabalhar nos próximos dias.
Agora entendo perfeitamente o significado da expressão "danos morais": é algo realmente pesado, que destrói a gente de uma forma irrecuperável, abalando profundamente toda a nossa estrutura moral e sentimental, tirando-nos inclusive a capacidade de reagir adequadamente. São atitudes como esta que levam ao sentimento generalizado anti-americano que se apoderou do mundo. E acho que nós brasileiros devemos começar a nos perguntar se os EUA são realmente um país que mereça ser visitado por gente decente.
Será que um país cujo órgão de imigração nos desrespeita tanto merece que levemos nossas crianças (e nossos dólares!) na Disney World?(...)
"

por CRISTINA CASTRO [ Fala aí: ][]
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- emeio - topo
*FMB* © 2003. Todos os direitos reservados. Site Meter