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Cancelados 10 milhões de CPFs Hoje em Dia, MG A Receita Federal cancelou dez milhões de CPFs por falta de apresentação das declarações de Imposto de Renda ou de isento em 2002 e 2003. Inflação engole poupança Estado de Minas, MG Caderneta perde pelo segundo mês consecutivo para o IPCA, o mais alto desde abril de 2003. Dobra número de civis mortos no Iraque Folha de S.Paulo, SP Em 2004, houve 1.568 mortos de janeiro a 30 de junho, data da passagem da soberania ao governo provisório. Milhares de presos serão soltos se o crime hediondo acabar O Estado de S.Paulo, SP Condenados por esse tipo de delito que já tiverem cumprido um sexto da pena poderão pedir o benefício do regime semi-aberto ou aberto. Falta emprego para jovens no mundo Jornal do Brasil, RJ Na fila dos desempregados, ocupam metade das vagas, revela estudo da Organização Mundial do Trabalho. Câmara aprova confisco de terras com trabalho escravo O Globo, RJ
Bando que usa tática do cangaço assalta bancos e loteria em Taperoá
Correio da Paraíba, PB
Usando táticas de cangaço (atirando para o alto para esvaziar a cidade), nove encapuzados armados com fuzis e metralhadoras assaltaram, ontem, as agências do Banco do Brasil e do Multibank e uma lotérica.
Luz verde oficial para aumentar el salario mínimo
Clarín, ARG
Está en $ 350 y quieren llevarlo a $ 400. Para eso, el Gobierno convocará al Consejo del Salario. Allí, sindicatos y empresarios acordarán la suba.
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Olhar humano![]() Visitem o site do Imagens Humanas, projeto do fotógrafo João Roberto Ripper. São todas politizadas, belíssimas, em preto-e-branco, tratando de temas como violência, carvoarias, trabalho escravo, cidades, trabalho infantil, e muitos outros. O fotógrafo é de uma sensibilidade enriquecedora. Confiram.
Elio Gaspari, em artigo do dia 11 de julho, publicado no Estado de Minas: O escravocrata perdeu em 2003, vence em 2004.Trabalho escravo é uma coisa a respeito da qual as pessoas estão dispostas a fazer qualquer coisa, menos ler sobre ela, sobretudo num domingo. Paciência. Há hoje 25 mil brasileiros espalhados nas matas, trabalhando em condições de escravidão, vigiado por pistoleiros, amarrados em dívidas. Esse cidadão pode ser descrito assim: tem em torno de 30 anos, é analfabeto, está a mais de 500 quilometros de casa. Trabalha nos roçados, desmata florestas, corta cana e levanta cercas. Ele chega à fazenda que o contratou devendo algo como R$200 e é obrigado a gastar outros R$ 200 com roupas e material de trabalho, inclusive as botinas. Todas as compras são feitas no armazém do fazendeiro. Em geral esse brasileiro trabalha seis meses pensando em voltar à sua casa com uns R$ 300 no bolso. Isso quando dá tudo certo. Quando dá errado, volta sem nada. Às vezes fugido, às vezes espancado. Os mortos ficam. Os atos e os números do combate a essa praga são um exemplo da marcha do PT Federal em diração ao atraso. Em março de 2003 o companheiro Lula lançou no Palácio do Planalto o Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e dias depois ganhou seu primeiro artigo elogioso no The New York Times, escrito pelo repórter Larry Rohter, aquele que ele quis expulsar do Brasil. Lula varreu uma burocracia comprometida com os fazendeiros (os fiscais estavam proibidos de passar ao Ministério Público os autos de infração) e valorizou a atividade heróica do Grupo de Ficalização Móvel do Ministério do Trabalho. Trata-se de um grupo de 30 servidores que, ajudado pela Polícia Federal, mudou o rosto do Brasil na questão do trabalho escravo. Mais: remeteu ao Ministério Público 600 processos que o tucanato deixava nos armários. Em novembro passado o governo divulgou uma "Lista Suja" com os nomes de 52 empresas comprovadamente receptadoras de escravos. Elas perderam o acesso a financiamentos de fundos constitucionais. Em apenas um ano resgataram-se 5,1 mil trabalhadores mantidos como escravos em fazendas. Foi um número superior ao do total de resgates nos dez anos anteriores. Além disso, o governo comprometeu-se com a provação de uma emenda constitucional destinada a permitir o confisco das propriedades onde fossem encontrados brasileiros em regime servil. Um governo com semelhante desempenho incomoda fazendeiros e molesta a bancada ruralista que hoje faz parte da base de apoio dos comissários. O primeiro semestre de 2004 acabou-se e o número de trabalhadores resgatados ficou em 637. É verdade que houve umagreve de três meses da Polícia Federal, mas parece difícil que Lula consiga ultrapassar os 2.306 resgates de FFHH em 2002. Regridirá. Desde maio os companheiros devem a divulgação da nova "Lista Suja". Ela está envagetada, com 49 nomes. A Petrobrás continua comprando álcool de usinas metidas com escravidão. Seria divertido criar um adesivo da BR informando: "Álcool produzido por trabalho escravo na Usina Santa Cruz, em Campos". O período legislativo está acabando e o presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha, não colocou em votação a emenda constitucional que toma as terras dos escravocratas, já aprovada no Senado. A emenda não foi votada porque João Paulo e o governo não querem hostilizar a bancada ruralista (onde o núcleo escravista é uma sublegenda). Quem fala como deputado fica com a impressão de que a responsabilidade é do comissário José Dirceu. Falso: o responsável é o presidente da Câmara. Os comissários deviam aprender a lição. Toda votação que tunga o andar de baixo, como a do salário mínimo, anda depressa. Toda votação que incomoda o andar de cima dorme na gaveta.
Da Agência Carta Maior, 21/8/2004: Lições da Venezuela- Emir Sader Muito se pode e se deve aprender da experiência venezuelana, depois do referendo de 15 de agosto, dos seus resultados, da situação atual dos governos eleitos ou apoiados pela esquerda no continente, das perspectivas e dos problemas vividos pelos movimentos sociais e da situação geral da luta contra o neoliberalismo na América Latina. As primeiras lições têm de ser tiradas pela grande mídia, que se havia somado ao coro da mídia privada venezuelana e multiplicada pelas agências originárias dos Estados Unidos e de outros países das metrópoles capitalistas. Compraram as versões estilo guerra fria, segundo as quais se trataria de um ditador, enquanto elogiavam a oposição como "democrática" e recebiam Gustavo Cisneiros no Brasil como um respeitável empresário de sucesso, e não o grande magnata golpista da direita, protagonista do maior monopólio de imprensa na América Latina. O governo de Hugo Chávez foi incluído a lista dos temas malditos, dos quais já fazem parte Cuba e do MST. Recebeu também praticamente unânime condenação dos editoriais e nas coberturas internacionais editorializadas. A consulta eleitoral, instrumento único em escala mundial de controle pela cidadania dos mandatos populares, foi realizada com total transparência, segundo até mesmo a Organização dos Estados Americanos e a Fundação Carter, com reconhecimento internacional unânime da lisura da apuração. Os jornalistas que foram cobrir a consulta devem igualmente ter se dado conta do caráter totalitário que o monopólio privado da mídia tenta impor aos venezuelanos. Que se tirem as conseqüências, que se proceda como os maiores jornais norte-americanos - New York Times e Washington Post - fizeram, de realizar uma autocrítica da cobertura que vinham fazendo, inclusive na questão da linguagem - "democratas" os opositores e "autoritário", Hugo Chávez. Outras lições devem ser tiradas pelos movimentos sociais. Estes têm protagonizado as principais lutas de resistência contra o neoliberalismo, desde o grito zapatista de Chiapas até os Fóruns Sociais Mundiais, passando pelas lutas na Bolívia, no Equador, no Peru, na Argentina, no Brasil, no México. Sua capacidade de resistência, de canalização dos interesses e dos sentimentos populares os afirmaram definitivamente como os melhores representantes da luta popular latino-americana. Mas alguns movimentos sociais têm pretendido substituir as forças políticas e ocupar o espaço da política, apenas a partir da acumulação de forças social. Essa experiência tem revelado a capacidade de veto dos movimentos sociais, mas não tem permitido construir um novo projeto hegemônico. Esta tem sido a experiência dos movimentos indígenas equatorianos, do movimento camponês e indígena boliviano, entre outros. A crítica dos limites da ação estatal para um processo realmente emancipatório não deve sair de um "politicismo" para uma concepção que peça a luta social o que ela, sozinha, não pode dar. Temos que encontrar novas formas de fazer política, mas fazendo política, inclusive institucional, combinando-a com a luta de massas. Desprezar a luta institucional e o potencial de ação do Estado é entregá-los de presente para as forças tradicionais, que, desprezando as lutas e os movimentos sociais, usarão o Estado para políticas conservadoras. A luta contra o neoliberalismo é a luta pela afirmação dos direitos, consagrados universalmente para todos. Esta luta tem nos movimentos sociais seu principal protagonista, mas só podem ser consagradas no plano do Estado, de um Estado democratizado, que confirme e garanta os direitos para todos, mediante o fortalecimento de sua dimensão política. O caso venezuelano, em um país em que vem de um enorme atraso na organização popular, com o espaço sindical ocupado por uma aristocracia operária vinculada às empresas petrolíferas, representa um bom exemplo de como os movimentos sociais podem se desenvolver e se fortalecer em aliança com governos que realizem uma política de privilégio do social e de reformas democráticas do Estado. A Venezuela é o país - talvez o único atualmente na América Latina - em que os direitos sociais avançam, em combinação de políticas governamentais e da ação de movimentos sociais. O mesmo caso já tinha surgido na luta contra a Área de Livre-comércio das Américas (Alca) e pelo fortalecimento da organização dos países do sul do mundo, quando na reunião de Cancún foi criado o Grupo dos 20. A luta por um projeto de integração alternativo passa pela aliança dos movimentos sociais com governos que levem à prática uma política de soberania e de construção de uma reinserção ativa no plano internacional. A outra lição deve ser tirada pelos partidos políticos e governos de esquerda na região. O governo de Hugo Chávez revela-se uma alternativa de esquerda no continente, que combina prioridade do social no plano interno com soberania política no plano externo, promovendo ativamente a organização do movimento social. Que governos como os de Lula e de Kirchner - assim como o de Tabaré Vazques, que pode triunfar este ano no Uruguai - assim como o PT, a Frente Ampla uruguaia e as outras forças de esquerda tirem as lições da Venezuela. Que deixem de lado a crítica de que a polarização entre ricos e pobres leva ao isolamento dos governos. Hugo Chávez não a promoveu, apenas deu a ela expressão no plano político, abrindo espaço para o surgimento de novos movimentos sociais em um país até ali dominado pelas burocracias sindicais corruptas.
Onze de setembro de 1984![]() No primeiro ano do Tamos com Raiva, eu e a TT passamos a maior parte do tempo discutindo a política externa e interna dos EUA, em especial sua invasão no Afeganistão e no Iraque. Viemos com mil e uma "teorias da conspiração", dados diferentes de tudo o que a Grande Mídia (sempre pautada nas agências de notícia norte-americanas) sempre divulgava, e que conseguíamos por fontes alternativas. E assim falamos do Patriot Act, das distorções da Mídia, das barbaridades cometidas contra os civis iraquianos, do trauma dos soldados (ou sua imoralidade, num cenário de loucura e atrocidades), da indiferença dos congressistas e, claro, dos cálculos lucrativos feitos por todos os poderosos da indústria bélica e do petróleo. Ontem fui assistir ao novo documentário do polêmico e popular Michael Moore, Fahrenheit 11/9. O que o filme mostra (ou verdadeiramente disseca) é muito do que seu roteirista já havia falado em "Stupid White Men" e muito do que todos nós já sabíamos sobre a implosão política que representou o ataque ao WTC. Mas com um grande trunfo: a ironia e o humor de Moore, e sua facilidade de juntar pontos extremos de uma situação complexa, deixá-los mastigadinhos para o grande público e esperar nossa digestão. É impossível não sair indignado do cinema, justamente por podermos rever todas aquelas longas discussões em forma de imagens indiscutíveis. Confesso que em alguns momentos eu fiquei tão abalada por reviver toda a raiva política que já tive nesses últimos meses de guerra e restrições às liberdades humanas, que não consegui segurar o choro. O documentário é perfeito, por ter conseguido essa proeza de despertar a indignação até nas pessoas menos empolgadas com política. E por ter ganhado esse devido reconhecimento, chegando às salas do cinema já com uma Palma de Ouro e muita polêmica na bagagem. Se Moore for capaz de mudar o curso das próximas eleições, já terá feito muito. Enquanto isso, começamos a ver algumas reações dos envolvidos. A mídia, peça-chave nesse processo, já está mostrando o lencinho: "Na edição desta quinta-feira (12/08), o jornal The Washington Post publicou um pedido de desculpas fazendo uma crítica à sua própria cobertura do período que antecedeu a Guerra do Iraque, época em que o governo americano utilizou as supostas armas de destruição em massa iraquianas e as possíveis conexões do ex-ditador Saddam Hussein com o terrorismo, justificando assim a invasão naquele país. O texto foi assinado pelo jornalista Howard Kurtz. (...) No editorial, Kurtz conta que houve mais de 140 matérias focando a retórica da gestão Bush contra o Iraque, mas nenhuma delas questionava as decisões do presidente. A mídia americana tem recebido constantes críticas por não ter sido mais cética em relação a Bush quando os Estados Unidos decidiram invadir o Iraque." (www.comuniquese.com.br) Assistam ao documentário e relembrem todas as falcatruas envolvidas nessa lama em que os conservadores estadunidenses meteram seu país. A fonte de ataques é inesgotável. ------------ Cliquem aqui para ver uma campanha publicitária que seria veiculada na MTV (dizem que foi censurada). Muito boa e tem tudo a ver com o assunto.
Um texto para vocês lerem e refletirem. Escrito por Sylvia Romano, uma advogada especializada em Direito do Trabalho. Cidades Vigiadas: segurança X privacidade"Em tempos de violência desenfreada, vale a pena abrir mão de parte da privacidade em nome da segurança? É sempre dolorido assistir à perda de nossas liberdades, mas a relação custo/benefício deixa poucas dúvidas: o descontrole sobre a marginalidade faz das câmeras de vigilância, instaladas em praças, ruas, metrôs, elevadores e outros locais públicos, uma necessidade dos novos tempos. Clementina, município de seis mil habitantes no interior de São Paulo, acaba de se render a essa forma de vigilância. A cidade passou a ser monitorada 24 horas do dia por câmeras que capturam imagens a até dois quilômetros de distância. De um lado, reclamam os casais que perderam a privacidade enquanto namoram na praça; de outro, a prefeitura alega que a medida facilita o trabalho da polícia e inibe a bandidagem. Nada se compara, entretanto, à Grã-Bretanha, que tem mais de 2,5 milhões de câmeras (em avenidas, lojas, bancos, casas noturnas, estações de metrô e pontos de ônibus de todo o país) observando o ir e vir de seus cidadãos. Estatísticas indicam que 75% dos britânicos se sentem mais seguros com a presença dos aparelhos de monitoramento, que têm sido um importante aliado na solução de crimes. Claro que a medida ainda gera muita controvérsia. Nos Estados Unidos, onde as liberdades civis estão cada vez mais sufocadas em nome do combate ao terrorismo, instalou-se um grande debate a respeito das câmeras de vigilância. Só em Manhattan, há mais de duas mil filmadoras em locais públicos. O problema é que uma gravação feita pela polícia, mostrando o suicídio de um jovem, foi parar em um site de internet especializado em pornografia e violência. (...) [O] caos que toma conta de nossas metrópoles exige que tomemos todas as medidas cabíveis para combater a violência. O Brasil é campeão mundial no número de mortes por armas de fogo. Em São Paulo, a média de homicídios é de 46,7 para cada 100 mil habitantes. A vigilância nas ruas poderia ajudar a identificar criminosos, facilitar a ação policial e a punição dos bandidos, minimizando um dos maiores problemas de nosso país: a impunidade. Tomemos, novamente, o exemplo britânico: foram vários os casos em que as câmeras auxiliaram a polícia na resolução de crimes, como a explosão de três bombas em Londres, que mataram três pessoas e feriram mais de cem, em 1999. O autor dos atentados, David Coperland, só foi identificado (e depois condenado à prisão perpétua) por causa de suas imagens identificadas em vídeo." ----------------------- Eu acho isso tão absurdo...! Então será que "as autoridades" acham que vão diminuir os crimes por causa de câmeras por toda parte? São incapazes de enxergar que os crimes não vão parar por causa disso, simplesmente porque a situação já está fora de controle, completamente insustentável, e as discrepâncias sociais sufocantes vão continuar pressionando e estourando em violência? E o que eles pretendem, mesmo supondo que conseguissem identificar todos os "criminosos" da sociedade? Metê-los todos numa cela, ajudando a piorar ainda mais a nossa droga de sistema penitenciário? Vão prender os caras que furtam, os "trombadinhas" que arrancam o relógio no meio da rua pra comprar cola de sapateiro pra fugir dessa realidade miserável em que vivem? Quem eles querem prender, afinal? Por que não tratam de prender os cretinos que ocupam o poder e roubam fortunas milhares de vezes maiores, e que são grandes responsáveis por toda essa injustiça social? Câmeras pelas ruas, praças, metrôs, ônibus... são, sim, invasão de privacidade. Talvez eu esteja impressionada com o recém-lido "1984", mas é que talvez nossa realidade esteja se aproximando perigosamente da realidade anunciada por Orwel. E a ditadura capitalista pode ser tremendamente pior que a do Ingsoc... Desculpem o desabafo, mas acho que nunca discordei tanto de alguém como desta Sylvia Romano.
É muito bom navegar na internet e topar com um site de jornalismo com pretensões de ser independente, crítico e alternativo. Mesmo que as pretensões muitas vezes caiam na mesmice, a simples existência de espaços como esse, em que estudantes e professores se esforçam para possuírem um diferencial, é uma jóia rara no mundo da internet - e quase uma aberração entre a "Grande Mídia". Fazendo Média é um desses sites, escrito por estudantes de jornalismo da Universidade Federal Fluminense. O projeto envolve também um programa de TV semanal e - vejam só! - a publicação de um jornal impresso quinzenalmente, que pode ser assinado por qualquer um, em qualquer lugar do Brasil, gratuitamente. Alguns trechos do editorial deles merecem ser transcritos aqui: "Quando quatro corporações (Viacom, Disney, AOL Time-Warner e Rupert Murdoch) concentram 90% da produção de jornais, rádios, televisão, teatro e cinema, fica descaracterizada qualquer possibilidade de democracia nos meios de comunicação. No Brasil, seis grupos controlam 667 estações de rádio e televisão. (...) Os veículos de comunicação da grande mídia limitam-se a transmitir as informações de maneira a agradar a elite político-econômica que a controla. Para isso, distorce fatos, fabrica versões, descontextualiza acontecimentos e omite detalhes. Espalha o conformismo. Dessa forma, molda percepções e define estilos de vida. Constrói e sustenta os paradigmas que permitem a manutenção do status quo. (...) O papel dos meios de comunicação deveria ser democratizar o saber, educar, investigar e denunciar a corrupção. Entretanto, hoje em dia está cada vez mais difícil encontrar tais qualidades numa redação - cada vez mais entregue aos desmandos de empresas que insistem em colocar o lucro acima da vida. (...)" Como vocês podem perceber, eles têm o mesmo ideal que o pessoal do Tamos com Raiva: a luta contra o conformismo. Mas são muito mais bem-sucedidos, possuindo uma grande equipe responsável pela arte gráfica, reportagem, charges, artigos e entrevistas. É graças a isso que eles conseguiram trazer material de qualidade, com vasta crítica à Globo, Veja e outros veículos "do mercado", entrevistas com Chico Alencar, Fritz Utzeri, Ricardo Boechat e Bob Fernandes, dentre outros, e um espaço de interação com os leitores num sistema de comentários que funciona como num blog. Eu acho que vale muito a pena conhecer e divulgar. São mais cabeças jovens unidas num ideal que está cada vez mais perdendo espaço para a comodidade ou para o desânimo...
Cliquem aqui para conhecer. ![]() |
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