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Manchetes de Hoje
Lojas suspendem cartão em BH
Hoje em Dia, MG
O motivo é a obrigatoriedade da utilização do Emissor de Cupom Fiscal.
Governo desiste de MP do Imposto e sofre derrota
Estado de Minas, MG
Tributação de prestador de serviço é derrubada. Oposição insiste em corrigir tabela do IR.
Governo desiste de MP que eleva tributo
Folha de S.Paulo, SP
Sob pressão da sociedade e sem convencer os deputados a votar a favor da medida provisória 232, que eleva a tributação sobre prestadores de serviços e outros segmentos, o governo Lula desistiu da MP. A mesma MP determina a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física em 10%.
Governo desiste de MP, mas não de aumentar imposto
O Estado de S.Paulo, SP
Rejeição barra imposto maior
Jornal do Brasil, RJ
Pressão da sociedade faz o governo desistir de IR maior
O Globo, RJ
Planalto recua na MP que aumentava imposto
Zero Hora, RS
Governo desiste de aprovar MP 232 e IR perde correção
O Liberal, PA
Moradores da região de Patos temem rachaduras do açude de Capoeira
Correio da Paraíba, PB
Governo desiste de aumentar imposto
Jornal do Commercio, PE
Governo recua para evitar nova derrota
Correio Braziliense, DF
Inseguridad: se triplicó la cifra de chicos detenidos
Clarín, ARG
Los menores apresados pasaron de 5.000 en 1992 a 15.000 el año pasado. Por cada chico detenido por un delito, hay otros 8 que terminan en institutos porque son pobres o abusados.
Fernández insiste en que la Fuerza Aérea ocultó el narcotráfico
La Nacion, ARG
El jefe de Gabinete da su informe en Diputados; reiteró enérgicamente que el Gobierno se enteró del tráfico de drogas a España una semana antes de que se conozca públicamente; la oposición lo acusó de mentir sobre el tema.
El Gobierno retrasa hasta 2007 la entrada en vigor de la reforma fiscal
El Pais, ESP
Entre las modificaciones, que no son sustanciales, están la reducción del número de tramos y del tipo máximo
Panel Says Annan Didn't Intervene in Iraq Contract
The New York Times, EUA
But the U.N. secretary general was faulted for not taking more action once conflict of interest questions were raised.
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Finalmente voltamos a ter uma publicação do jornalista José de Castro! Aproveitem, porque não é sempre...
Ducha fria
O presidente Lula, que acaba de voltar de uma viagem à Coréia do Sul e Japão, acompanhado de cinco ministros e uma grande comitiva de empresários e políticos, vai precisar de muito mais do que botar o Aerolula para voar, se o objetivo é dar ao Brasil um ¿lugar ao sol¿, na história universal.
E não será fácil. Em mais de 500 anos, desde a descoberta pelos portugueses, o Brasil se mantém como um zero nesta história. Em que me baseio para afirmar isso? No ¿O Livro de Ouro da História do Mundo ¿ Da Pré-História à Idade Contemporânea¿, do britânico J. M. Roberts, escrito em 1993 e publicado no Brasil pela Ediouro, com 12 edições até 2003, e que só agora li. O livro é uma espécie de resumo da ¿História do Mundo¿, do mesmo autor - um best seller em vários países -, mas, apesar disso, tem 812 páginas.
Nelas, o nome Brasil surge 18 vezes, sempre em meio a outros países da América Latina. As frases em que o nome aparece somam 39 linhas, num livro de mais de 18 mil linhas. A maior citação, só para se ter uma idéia da nossa insignificância, tem oito linhas, na página 429: ¿A história foi mais ou menos a mesma no Brasil português, exceto que neste país não havia quase nada em termos de civilização para ser desfeito, como aconteceu no México e no Peru. Além disso, foram trazidos tantos escravos africanos para trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar que no Brasil a herança cultural dos negros da África logo se tornaria tão importante quanto a indígena. Como nas colônias espanholas, também no Brasil a cristandade foi um dos meios mais conspícuos de implantar uma civilização européia em cenário não europeu; a maioria das edificações mais antigas no Brasil moderno são (sic) igrejas¿.
O autor gastou neste parágrafo quatro vezes o nome Brasil, entre as 18 em que se dignou a mencionar o maior país da América Latina. E não se ouviu nenhuma reclamação dos historiadores brasileiros, nestes 15 anos desde que o livro surgiu, certamente porque não há argumentos científicos que provem que o Brasil tem importância maior na história mundial do que a atribuída por Roberts.
Entre as citações, há algumas relevantes. Exemplo, na página 586: ¿Apenas seis dos 41 milhões de europeus (emigrantes) que atravessaram o Atlântico entre 1845 e 1914 foram para o sul do Rio Grande. Ainda assim, isto ajudou a confirmar um sabor europeu em muitas sociedades de habitantes ameríndios ou (no caso do Brasil e de algumas ilhas do Caribe) de descendência africana¿.
Ou, ainda, na página 637: ¿Verificam-se ameaçadoras taxas de crescimento (populacional) em muitos países: a população do México quadruplicou entre 1900 e 1975 e a do Brasil aumentou seis vezes¿. Três páginas à frente, há pelo menos uma explicação para o sentimento de ameaça, pois o Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil subiu de 436 dólares em 1900 para apenas 2.451 em 1988, enquanto no mesmo período ele subia de 1.600 para 17.004 dólares no Japão e de 1.343 para 14.432 na Itália, dois países derrotados severamente na II Guerra Mundial. É verdade que o historiador não se dá ao trabalho de buscar uma explicação para este atraso, em relação a inúmeros outros países, de um ¿gigante adormecido em berço esplêndido¿ ¿ como costumávamos cantar.
Em alguns casos, nota-se, mesmo, um certo menosprezo ao pobre Brasil, como nesta frase da página 548: ¿Plantações de seringais surgiram na Malásia, nos primeiros anos do século XX, depois que as árvores foram trazidas da América do Sul¿. Custava ter escrito ¿trazidas do Brasil¿?
Dito isso, fica a grande questão: conseguirá Lula, em quatro ou oito anos, tirar o país da sombra em que se encontra? A resposta parece obvia, mas ficará para os historiadores. Há pelo menos um consolo, diante de nossa insignificância histórica. Um dos grandes políticos do século XIX, conde Otto von Bismarck ¿ um homem altamente inteligente, de temperamento agitado e intolerante ¿ planejou as guerras de unificação da Alemanha na década de 1860, e conseguiu o objetivo de dar ao país ¿um lugar ao sol¿. Em 1914, a Alemanha era a maior potência européia, lutou para se transformar na maior do mundo, e deu no que deu: uma derrota esmagadora em duas grandes guerras mundiais. Uma delas, aliás, deu ensejo a uma nova citação do Brasil, na página 772: ¿(Na América Latina), a maioria das repúblicas era simpática aos aliados, que as cortejavam; muitas aderiram às Nações Unidas antes do fim da guerra, e uma delas, o Brasil, mandou uma pequena tropa expedicionária à Europa, num gesto surpreendente¿.
E só: três linhas, que nem mesmo acenam para a bravura de nossos pracinhas. Em compensação, nenhuma palavrinha para a gloriosa Revolução de 1964!
Domingo, Maio 29, 2005 [ Fala aí: ]EMAIL
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Domingo, Maio 29, 2005 [ Fala aí: ]EMAIL
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Os humanos querem ser cães
O MEC Está fazendo um estudo de reconhecimento de raças no Brasil, para tentar implantar as cotas para negros nas universidades. Apesar de isso ser extremamente complicado e com critérios delicados e pouco definidos - já que devemos partir do pressuposto de que raças não existem -, acho uma tentativa válida, para tentar lidar com o problema da discriminação no Brasil - ou, ao menos, para trazer à tona este problema, porque a discussão e o reconhecimento de que ele existe são o primeiro passo para seu combate. Raças não existem, como critério genético - mas certamente existem do ponto de vista psicológico e sociólogico. Acho interessante a leitura do texto do jornalista Ali Kamel, publicado no site do Globo.com em 17 de maio:
Raças não existem
- ALI KAMEL
Não faz muito tempo, um comentarista de TV a cabo disse, confiante, que certas doenças e certas qualidades são geneticamente determinadas pela raça. Ouvi também um jornalista de rádio dizer, em relação ao caso do jogador Grafite, que nada se pode fazer quando se quer mencionar o nome de uma raça: ¿O nome da raça é negra¿, ele disse. E, claro, impossível esquecer o então candidato Lula, afirmando, num debate, que certamente haveria uma maneira científica de determinar se alguém é da raça negra. O curioso é que as três manifestações se deram num contexto de repúdio ao racismo. O que eles desconhecem é que acreditar que raças existem é a base de todo racismo. Raças não existem.
Nos últimos 30 anos, este é o consenso entre os geneticistas: os homens são todos iguais ou, como diz o geneticista Sérgio Pena, os homens são igualmente diferentes.
O mesmo não se dá com os animais. Tomemos o exemplo dos cães. Todos sabemos que há várias raças da espécie canina. Elas são bem diferentes entre si, tanto na aparência quanto no comportamento: há raças maiores e menores, compridas e curtas, inteligentes e obtusas, dóceis e agitadas. Qualquer um saberá dizer, de longe, qual é o bassê e qual é o dog alemão. Pois bem, o que faz o bassê e o dog alemão serem de raças diferentes é que bassês se parecem mais com bassês, do ponto de vista da genética, do que com dogs alemães. Reúna um grupo de bassês: haverá animais mais compridos que outros, mais altos que outros, com focinhos mais pontudos que outros. Mas a variabilidade entre bassês será sempre menor do que entre bassês e dogs alemães.
Com homens, isso não acontece, e é isso a nossa beleza, a nossa riqueza, a nossa sorte. Fico totalmente perturbado de comparar homens e cães, mas é a falta de informação de muitos que me leva a usar expediente tão constrangedor.
Consideremos dois grupos. O primeiro com aqueles que o senso comum diz serem da "raça" negra: homens de cor preta, nariz achatado e cabelo pixaim. O segundo com aqueles que o mesmo senso comum diz serem da "raça" branca: homens de cor branca, nariz afilado e cabelos lisos.
Desde 1972, a partir dos estudos de Richard Lewontin, geneticista de Harvard, o que a ciência diz é que as diferenças entre indivíduos de um mesmo grupo serão sempre maiores do que as diferenças entre os dois grupos, considerados em seu conjunto. No grupo de negros haverá indivíduos altos, baixos, inteligentes, menos inteligentes, destros, canhotos, com propensão a doenças cardíacas, com proteção genética contra o câncer, com propensão genética ao câncer etc. No grupo de brancos, igualmente, haverá indivíduos altos, baixos, inteligentes, menos inteligentes, destros, canhotos, com propensão a doenças cardíacas, com proteção genética contra o câncer, com propensão genética ao câncer etc. A única coisa que vai variar entre os dois grupos é a cor da pele, o formato do nariz e a textura do cabelo, isso porque os dois grupos já foram selecionados a partir dessas diferenças. Em tudo o mais, os dois grupos são iguais. Na comparação odiosa, dois bassês são geneticamente mais homogêneos do que um bassê e um dog alemão e, por isso, formam duas raças distintas. Com os homens, isso não acontece.
O genoma humano é composto de 25 mil genes. As diferenças mais aparentes (cor da pele, textura dos cabelos, formato do nariz) são determinadas por um conjunto de genes insignificantemente pequeno que perfazem uma fração insignificantemente pequena se comparado à de todos os genes humanos. Para ser exato, as diferenças entre um branco nórdico e um preto africano compreendem apenas uma fração de cerca de 0,005% do genoma humano. Por essa razão, a imensa maioria dos geneticistas é peremptória: no que diz respeito aos homens, a genética não autoriza falar em raças. Segundo o geneticista Craig Venter, o primeiro a descrever a seqüência do genoma humano, "raça é um conceito social, não um conceito científico".
Uma fonte de confusão são estudos freqüentemente divulgados em que se diz que uma doença é mais comum entre negros ou entre brancos, ou entre amarelos. Isso nada tem a ver com raça, mas com grupos populacionais, que se casam mais freqüentemente entre si. Seria preciso que os genes que determinam a cor da pele também determinassem essa ou aquela doença para se relacionar ¿raça¿ e a doença, e isso não existe. A ciência já mostrou que a associação entre raça e doença não passa de um mito, como me disse o geneticista Antônio Solé-Cava, da UFRJ.
Por exemplo, o caso da anemia falciforme entre negros. Sabe-se hoje que quem tem essa doença é também mais resistente à malária. Não à toa, o gene da anemia falciforme é mais freqüente em algumas áreas da África, onde a presença do mosquito transmissor da malária é maior, fato determinado pela seleção natural. Nas outras regiões da África, o gene da anemia falciforme é raro. Assim, não se pode dizer que todo negro tem uma maior probabilidade de ter este o gene: apenas aqueles, mesmo assim nem todos, com antepassados vindos de certas regiões onde o mosquito transmissor era numeroso.
Além disso, se os negros oriundos daquelas regiões têm mais freqüentemente o gene da anemia falciforme (ou de qualquer outra doença), isso não torna o gene exclusivo desse aquele grupo. Isso vale para qualquer doença, para qualquer grupo. Tão logo o indivíduo portador de certo gene se case com outro que não tenha o gene, o filho dessa união poderá vir a herdá-lo. No caso de um negro e uma branca: se o filho herdar uma pele mais clara e se casar com uma branca, o filho dessa nova união poderá ser branco e, mesmo assim, herdar o gene. Definitivamente, não existem genes exclusivos de uma determinada cor. Numa sociedade segregada como a americana, talvez seja mais comum que grupos populacionais tenham uma carga genética mais parecida. Em lugares em que a miscigenação predomina, como aqui, isso é muito mais improvável.
A cor da pele não determina sequer a ancestralidade. Nada garante que um indivíduo negro tenha a maior parte de seus ancestrais vindos da África. Isso é especialmente verdadeiro no Brasil, devido ao alto grau de miscigenação. O geneticista Sérgio Pena já mostrou isso num estudo brilhante. Usando os marcadores moleculares de origem geográfica, ele analisou o patrimônio genético de cidadãos negros da cidade mineira de Queixadinha e descobriu que 27% deles tinham uma ancestralidade predominantemente não-africana, isto é, maior do que 50%. Considerando-se os brancos de todo o Brasil, descobriu-se que 87% deles têm ao menos 10% de ancestralidade africana. Nos EUA, esse número cai para apenas 11%. Ou seja, no Brasil, há brancos com ancestralidade preponderante africana e negros com ancestralidade preponderante européia. Somos, graças a Deus, uma mistura total.
A crença em raças, porém, não é apenas fruto da ignorância. Volta e meia surge dentro da própria ciência alguém disposto a desafiar o consenso reinante: o destino de todos eles é o esquecimento, mas, quando surgem, fazem muito barulho. É o caso do biólogo britânico Armand Marie Leroi. Em março último, escreveu um explosivo artigo para o "New York Times", asseverando que raças não somente existem como seu conceito é bem-vindo, já que ajudaria no diagnóstico e tratamento de certas doenças, mito, como vimos, já desfeito. Os argumentos de Leroi são na verdade uma revalidação das antigas crenças dos antropólogos do século XVIII que criaram a noção de raça. Em resposta, dezenas de cientistas escreveram artigos reafirmando as descobertas da genética. Não disseram, mas eu repito o que sempre digo: o racismo está em todo lugar. Entre cientistas, inclusive.
Raça será sempre uma construção cultural e ideológica para que uns dominem outros. Eu continuo acreditando que o preconceito no Brasil é em relação à pobreza e não à cor da pele. Mas indivíduos que se sentem perseguidos pela cor devem lutar por seus direitos. Não devem, no entanto, sucumbir ao argumento racista de que pertencem a uma raça. Devem dizer que querem os mesmos direitos porque somos todos iguais. Ou igualmente diferentes.
Segunda-feira, Maio 23, 2005 [ Fala aí: ]EMAIL
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Sabe aquele filme sobre violência racial? Virou filme sobre...
Achei absurda a matéria publicada na Folha de S. Paulo, caderno Mundo, na última sexta-feira. Estamos falando de Estados Unidos, a terra dita "defensora da Democracia"! E é lá, lá mesmo, que foi aprovada por lei a censura de filmes em DVDs. A lógica é parecida com a religiosidade de Bush e toca em preconceitos que estão tentando ser abolidos há muito tempo, em lutas de mulheres, negros, gays ou esquerdistas. E, independente disso - trata-se de censura! Trata-se de podar uma arte em nome de uma política. Leiam vocês mesmos:
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Lei americana permite censura em DVDs
- Fabiano Maisonnave (de Washington)
O presidente norte-americano, George W. Bush, assinou anteontem a Lei de Entretenimento Familiar e Direitos Autorais, que abre caminho para a comercialização em DVDs de produções de Hollywood em versões que excluem cenas de violência excessiva, homossexualismo e até relações extraconjugais.
A lei é resultado de uma disputa judicial entre Associação dos Diretores da América e um grupo de empresas que comercializa os chamados "filmes sanitizados".
Os diretores acusam as empresas de violar os direitos autorais e de alterar o conteúdo dos filmes, deturpando a mensagem da obra. Na versão "limpa" do filme "The Hurricane" (O Furacão), por exemplo, que traz Denzel Washington como o boxeador negro Rubin Carter, todas as agressões verbais racistas feitas por policiais contra o protagonistas foram retiradas.
Segundo a Robert Rosen, especialista em cinema da Universidade da Califórnia, os cortes tiraram dois temas básicos do filme, o racismo e a corrupção policial.
"Isso tem pouco a ver com proteger crianças", disse Rosen ao jornal "Washington Post". "Há todo tipo de motivações religiosas, políticas e ideológicas por trás disso."
Já as empresas rechaçam a acusação e alegam que os filmes são editados a partir de cópias originais, o que inclui o pagamento dos direitos autorais.
"Nós não odiamos homossexuais", afirma Sandra Teraci, porta-voz de uma empresa que cortou cenas da produção "Bob Esponja -o Filme", em entrevista ao "Post". "Apenas não acreditamos que esse estilo de vida deva ser glorificado. Isso é crescente em cada vez mais gêneros de filmes."
A maioria dessas companhias, que têm nomes como "Filmes Família", "Filmes Limpos" e "Jogo Limpo", começou a operar no Estado de Utah, atendendo sobretudo à grande população mórmon, mas hoje essas empresas estão espalhadas por todo o país.
Apenas a pioneira "Filmes Limpos" já tem mais de 800 produções "sanitizadas" em seu catálogo para aluguel ou venda, desde que começou o negócio, em 1999.
Não há uma estimativa sobre o número de filmes "sanitizados" alugados ou vendidos, mas o número de empresas que oferece esse serviço tem crescido bastante nos últimos meses.
Já a empresa "Jogo Limpo" vende um software que consegue filtrar cenas "desagradáveis" de centenas de filmes. Para utilizar o software, que é colocado no aparelho de de DVD, a empresa cobra US$ 4,95 por mês.
Alguns filmes, no entanto, não foram modificados pelas empresas, mas por diferentes motivos. Os violentos e niilistas "Kill Bill 1" e Kill Bill 2", de Quentin Tarantino, teriam sido reduzidos quase por inteiro. Já o violento, mas cristão "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson, não sofreu cortes porque, segundo um dos porta-vozes das companhias "sanitizadoras", "todo mundo já viu".
Muitos comentaristas acreditam que a lei anteontem sancionada se enquadre na tendência excessivamente moralizadora que a atual administração republicana procura imprimir à indústria do entretenimento.
As emissoras de rádio, por exemplo, estão sujeitas a recomendações draconianas quanto a temas chocantes ou palavras de conotação sexual. (grifos meus)
Alguém está disposto a defender isso tudo, em nome de alguma causa moralizadora? Defendam, então! Estou curiosíssima!
Terça-feira, Maio 03, 2005 [ Fala aí: ]EMAIL
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| Tudo
aquilo que nos deixa indignadas. Estar com raiva não é
sempre um sentimento negativo - também serve para despertar
a consciência política nas pessoas, despertar um desejo
de que as coisas mudem para melhor. Este blog, que começou
como um espaço pacifista , prossegue com ideais de Justiça
e Paz. Principalmente de paz de espírito - aquela só
alcançada quando não temos mais motivos para estar
com raiva. Esperamos alcançar não só os que
querem nos ouvir, mas principalmente os que costumam tapar os ouvidos
para nós. |
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